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O que é a plataforma?

A Plataforma NanosApp chega para contribuir com o ambiente de inovação em nanomateriais: tanto na indústria quanto na academia, com informações relacionadas a saúde, segurança e meio ambiente.


Por que surgiu a ideia?

Por não existirem limites de exposição seguros, definidos para nanomateriais, tanto no âmbito ocupacional quanto ambiental, deve ser realizada uma análise de risco específica que considere as características físico-químicas e toxicológicas do nanomaterial e também do processo onde é aplicado ou produzido. Várias organizações internacionais implementaram normas de autorregulação no sentido de “boas práticas”. Listamos as mais conhecidas no link “biblioteca”.

Algumas organizações têm suas ferramentas de análise de risco desenvolvidas, que podem ser utilizadas de acesso livre. A Nanos usa como base a ferramenta Nanotool, modificada em função de cada caso, devido à especificidade requerida, como explicado acima. Para que seja possível a realização dessa análise específica, é necessária a atuação da Nanos de uma forma direta no processo a ser avaliado. Dessa forma, será possível conhecer os riscos e mitigá-los seguindo a hierarquia dos controles de risco, como apresentado na literatura:

1º) Eliminação – a retirada física do perigo (é comum que isto não seja possível);

2º) Substituição – substituir algo perigoso por outro menos perigoso;

3º) Controles de engenharia – isolar as pessoas do perigo ou enclausurar o perigo (EPC);

4º) Controles administrativos – mudar a forma como o trabalho é feito;

5º) EPI – indicar e fazer uso dos EPIs adequados;


Como trabalhamos?

A Nanos trabalha conforme as orientações da Organização Mundial da Saúde que em 2017 orientou, através do documento "Guidelines on protecting workers from potential risks on protecting workers of manufactured nanomaterials", que materiais sem limite de exposição ocupacional fossem avaliados nos termos de exposição genérica em três níveis, sendo o primeiro uma avaliação qualitativa a fim de detectar presença ou ausência de exposição do material. Uma amostra de nanomaterial no meio ambiente é ainda mais complexa por possuir a presença de outros contaminantes. Dessa forma, tornam-se necessárias múltiplas técnicas de caracterização, além da análise detalhada dos dados, que é feita por especialistas. Confirmada a presença, nos baseamos nas recomendações da OSHA, ECHA e OECD, por exemplo, para orientar em relação a manipulação segura dos nanomateriais. Além disso, orientamos sobre melhorias no processo, tanto nos aspectos de saúde e segurança e na gerência de resíduos quanto nos aspectos de produtividade.


Aqui no Brasil, existem grupos de especialistas trabalhando na elaboração de documentos na ISO e na ABNT. Esses documentos visam padronizar, por exemplo, nomenclatura, metrologia, ensaios de toxicidade e etc para os nanomateriais diversos.


Como a plataforma vai te ajudar de forma on-line?

Apesar de toda a complexidade apresentada para uma análise de risco específica ao processo necessário, existem necessidades “ugentes”, como por exemplo:

1. Qual EPI devo usar, para manipular no laboratório um nanomaterial?

2. Percebi que meu processo gera resíduos. Como devo proceder?

Para responder essas questões, o usuário pode contar com o diagnostico da plataforma NanosApp.